sábado, 1 de outubro de 2016

Sobre perdoar

Umas das tarefas mais difíceis que vejo-nos expostos na Terra é a tarefa de perdoar. Magoar alguém é algo terrível. Muito bem nos dizia isso Chico Xavier. Daí, melhor ser o ofendido do que o ofensor. Porém, no papel de ser o ofendido, há o grande imbróglio de perdoar. 

Perdoar existe uma vez que se consegue enxergar para além da dor, da frustração. A bem dizer: perdoar é superar o orgulho e egoísmo que somos naturalmente dotados. Perdoar é reverenciar uma situação de ofensa, de agressão e passar adiante apesar dela, aceitando-a. Perdoar é entender que não podemos mudar o passado, mas que somos donos das ações do presente e signatários das ocorrências do futuro a partir das decisões que tomarmos.

Perdoar é, portanto, tarefa que envolve abnegação. Envolve a capacidade de deixar de lado o orgulho ferido e a capacidade que temos de nos sentirmos o centro do mundo (através do egoísmo) e olhar para o agressor, o causador da decepção e dizer, de peito aberto: segue sua vida, pois tens o meu perdão. Perdoar é uma forma de exercer o amor. Perdoar é uma forma de fraternidade. Não raro, dar seu perdão a alguém é também uma forma de caridade. 

Logo: sejamos menos orgulhosos e menos egoístas. Que estejamos sempre atentos à necessidade de perdoar fatos e pessoas. Sejamos fiéis ao ideal de sermos melhores a cada dia - e o perdão é uma capacidade que apenas adquirem aqueles que conseguiram algo de evolução espiritual. 

Perdoe. Ame. Doe seu amor às pessoas mesmo que o amor falhe, mesmo que a confiança se perca, mesmo que a palavra rude que magoa nos tenha ferido. 

Sejamos fortes e sábios: perdoar é um dos caminhos para a felicidade. Sejamos felizes então. Amém!